quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O mistério da eleição – John Stott



Muitos mistérios cercam a doutrina da eleição, e os teólogos não demonstram sabedoria ao sistematizá-la de forma que não exista mais nenhum enigma, perplexidade ou incompletude. Ao mesmo tempo, em adição aos argumentos desenvolvidos na exposição de Romanos 8.28-30, devemos lembrar-nos de duas verdades.

Primeiro, a eleição não é apenas uma doutrina paulina ou apostólica; ela também foi ensinada por Jesus, que disse: " '... conheço os que escolhi' " (Jo 13.18). Segundo, a eleição é um fundamento indispensável da adoração crista no tempo e na eternidade. Ela é a essência da adoração que se expressa desta forma: "Não a nós, SENHOR, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome..." (Si 115.1).

Se fôssemos responsáveis por nossa própria salvação, quer no todo, quer em parte, seríamos justificados ao cantar nossos próprios louvores e tocar nossa própria trombeta no céu. Mas tal coisa é inconcebível. O povo redimido de Deus passará a eternidade adorando ao Senhor, humilhando-se diante dele em atitude de agradecimento, atribuindo sua salvação a ele e ao Cordeiro, reconhecendo que apenas ele é digno de receber todo louvor, honra e glória. Por quê? Porque nossa salvação é inteiramente atribuída à sua graça, vontade, iniciativa, sabedoria e ao seu poder.


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

DESABAFO DE UM PASTOR PRESBITERIANO SOBRE A INSTITUIÇÃO DE ENSINO MACKENZIE

ESTA É A FILOSOFIA NA PRÁTICA DO INSTITUTO PRESBITERIANO DE ENSINO MACKENZIE

DESABAFO DO PR JOSENI MAGALHÃES QUE TEVE SEU FILHO EXCLUIDO DO COLÉGIO MACKENZIE DE BRASILIA POR SER ESPECIAL

Esta semana (segunda-feira 22/08 ) fomos chamados pela direção do colégio Mackenzie em Brasília sobre a situação do nosso filho Arthur Alioni, que tem 08 anos de idade e é especial. Nesta reunião fomos informados que o Arthur não tinha os pré requisitos para continuar estudando no Mackenzie para o ano de 2012, porque ele não conseguiu atingir o nível das outras crianças. Fomos também informados que o sistema Mackenzie de ensino não tem uma filosofia educacional para a inclusão social, como afirmou uma das coordenadoras “não somos uma escola inclusiva”.
Fiquei profundamente indignado com tudo que ouvi e resolvi fazer da minha indignação um instrumento de protesto, tentando de alguma maneira sensibilizar aqueles que coordenam este sistema chamado Mackenzie.
Como uma instituição que nasceu sobre os postulados de Cristo, excluir uma criança porque ele não consegue acompanhar o sistema educacional existente? É a mesma coisa que exigir de uma criança que consegue levantar 10 kg obrigá-la a levantar 50 kg. E o que mais horrorizou o meu coração é que em todo este tempo esta instituição trabalhou para provar que o Arthur não conseguia acompanhar a excelência do ensino Mackenzie. Mesmo que a Professora Rose – anjo de Deus na vida do Arthur buscasse de todas as maneiras ajudá-lo. E este esforço da professora Rose é recompensado pelos avanços significativos na escrita e leitura do Arthur.
Como uma escola que nasceu sobre a experiência de homens e mulheres que foram acolhidos por Cristo, e que nasceu neste olhar de Deus sobre todos nós, agora tem uma filosofia divergente daquilo que ela hipocritamente confessa.
O que ficou claro pra mim nestes dois anos de contato com o Mackenzie, a filosofia do Mackenzie, na prática, está firmada em dois postulados:
1.Educação é excelência, e só os excelentes tem o investimento do instituto. Até porque jamais crianças especiais poderão promover o Mackenzie em feiras, esportes, tornando-se doutores ou qualquer que seja. A filosofia como eles pomposamente chamam “família mackenzista” é para os perfeitos. É uma seleção da raça, “a La Hitler”.
Será que eles não percebem que foi Deus quem criou “o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Êxodo 4.11”, será que eles não entendem que Jesus sendo Deus não o usurpou o ser igual a Deus, tornou-se figura humana e dando a sua própria vida por nós para que o Pai nos acolhesse Nele para sermos filhos, e que Deus não faz acepção de pessoas. E estávamos todos mortos em nossos delitos e pecados, incapacitados, mais o amor de Deus no capacitou em Cristo Jesus a sermos filhos de Deus. A família da fé é constituída por gente gerada no útero da cruz, no amor de Deus, e não na perfeição ou na capacidade de algum de nós.
2.Vejo também que o espírito de mamom tem feito brilhar os olhos deste sistema presbiteriano Mackenzie. O lucro é o que move. Claro, que para amar uma criança especial eles terão prejuízo financeiro. Uma classe com 30 alunos teria que ficar com 12 alunos a menos, seria um prejuízo de no mínimo 12.000 reais todo mês. Teria que contratar mais um profissional para a turma. Teria que produzir um material adequado para a realidade da criança especial. Não ficar esmagando a criança especial com este material dos “perfeitos” para no final, saciarem a sua maldade educacional na incapacidade de um capaz lutador como são as crianças especiais, e como é o Arthur.

Diante disto tudo descrito acima, o grave é que este é o olhar do sistema presbiteriano Mackenzie sobre o ser humano. Todavia, o sistema presbiteriano Mackenzie é conduzido por homens e mulheres. Será que é este o olhar de Cristo? Claro, que não. O olhar de Cristo é o olhar do amor. E quando se olha com amor ai sim, se enxerga perfeitamente. Porque o problema não é a imperfeição do meu filho, porque Deus o ama, Deus não tem problema com as deficiências dele, nem nós pais, porque o amamos. O problema é o olhar do Mackenzie, que é deficiente, é vocês que constituem o sistema presbiteriano de ensino chamado Mackenzie que estão cegos como diz o Senhor Jesus em Apocalipse 3.17. Vocês que só enxergam excelência, que só enxergam números.

A minha esperança é que apesar de termos ouvido da direção “não existe lei que obriga as escolas a receberem crianças especiais”, cremos que aqueles que foram instrumentos de Deus para alavancar tão grande obra o fizeram não motivados por lei, mais pela graça de Deus, que nos ensina a amar o nosso próximo como a nós mesmos.

Se você puder faça este desabafo chegar ao maior número de pessoas com dois propósitos: 1. O propósito que possamos refletir, se temos de fato enxergado o nosso próximo com o olhar do Senhor Jesus; 2. Provocar em todos que estão envolvidos com os sistemas educacionais um novo olhar sobre as crianças especiais.

Estarei enviando uma carta ao Presidente do Supremo Concilio da IPB Rev. Roberto Brasileiro, que certamente como servo de Deus que é, e que tem sido exemplo para todos nós, poderá propor mudanças no olhar ao próximo da instituição presbiteriana de ensino Mackenzie.

Estarei enviando uma carta com o meu protesto a direção do Mackenzie em São Paulo.

No mais orem por nós (Joseni, Jeanne, Arthur e Agatha)
Sou pastor na IPB Cruzeiro – DF.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011

As Riquezas Infinitas de Cristo



Sem o evangelho tudo é inútil e vão; sem o evangelho não somos cristãos; sem o evangelho toda riqueza é pobreza; toda sabedoria, loucura diante de Deus; toda força, fraqueza; e toda a justiça humana jaz sob a condenação de Deus. Mas pelo conhecimento do evangelho somos feitos filhos de Deus, irmãos de Jesus Cristo, compatriotas dos santos, cidadãos do Reino do Céu, herdeiros de Deus com Jesus Cristo, por meio de quem os pobres são enriquecidos; os fracos, fortalecidos; os néscios, feitos sábios; os pecadores, justificados; os solitários, confortados; os duvidosos, assegurados; e os escravos, libertados.
O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. Assim, tudo o que poderíamos pensar ou desejar deve ser achado somente neste mesmo Jesus Cristo.
Pois ele foi vendido para nos comprar de volta; preso para nos libertar; condenado para nos absolver.
Ele foi feito maldição para nossa bênção; ofertado pelo pecado para nossa justificação;
desfigurado para nos tornar belos; Ele morreu pela nossa vida para que, por seu intermédio, o furor converta-se em mansidão; a ira seja apaziguada; as trevas tornem-se luz; o temor, reafirmação; o desprezo seja desprezado; o débito, cancelado; o labor, aliviado; a tristeza convertida em júbilo; a desdita, em felicidade; as emboscadas sejam reveladas; os ataques, atacados; a violência, rechaçada; o combate, combatido; a guerra, guerreada; a vingança, vingada; o tormento, atormentado; o abismo, tragado pelo abismo; o inferno, trespassado; a morte, assassinada; a mortalidade convertida em imortalidade. Resumindo, a misericórdia tragou toda a miséria; e a bondade, toda a infelicidade.
Porque todas essas coisas, que deveriam ser as armas do mal na batalha contra nós, e o aguilhão da morte a nos trespassar, transformam-se em provações que podemos converter em nosso benefício.
Se podemos exultar com o apóstolo, dizendo, Ó inferno, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão? É porque, pelo Espírito de Cristo prometido aos eleitos, já não somos nós quem vive, mas é Cristo quem vive em nós; e, pelo mesmo Espírito, estamos assentados entre aqueles que estão no céu, de modo que, para nós, o mundo já não conta, mesmo que ainda coexistamos nele; mas em tudo estamos contentados, independentemente de país, lugar, condição, vestimentas, alimento e todas essas coisas.

E, portanto, somos consolados na tribulação, nos alegramos no infortúnio, glorificamos quando vituperados, temos abundância na pobreza, somos aquecidos na nudez, pacientes entre os maus, vivos na morte.
Eis, em síntese, o que deveríamos buscar em toda a Escritura: conhecer verdadeiramente Jesus Cristo e as riquezas infinitas compreendidas nele, as quais nos são ofertadas nele por Deus, o Pai.

Extraido de: Monergismo
Fonte: “Preface to Olivétan’s New Testament” em Westminster Library of Christian Classic (Vol. XXIII), Calvin: Commentaries - Westminster John Knox Press, julho/79, pp. diversas.
Fragmentos do prefácio de Calvino à versão francesa do Novo Testamento (1534) traduzido por Pierre Robert Olivétan.
Seleção e arranjo: Tiago Canuto Baia

Tradução: Marcos Vasconcelos
Recife, 28 de julho de 2009
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terça-feira, 17 de maio de 2011

As coisas pequenas.


C.H. Spurgeon (1834-1892) era pregador, autor e editor britânico. Foi pastor do Tabernáculo Batista Metropolitano, em Londres, desde 1861 até a data de sua morte. Fundou um seminário, um orfanato e editou uma revista mensal chamada “Sword na Trowel”. Conhecido como “Príncipe dos Pregadores”, Spurgeon escreveu muitos livros e artigos, particularmente na área devocional. Deixou um legado de vida piedosa, marcada por um profundo amor ao Senhor Jesus Cristo e por dedicados esforços para alcançar almas perdidas.

Somos incapazes de realizar o mais humilde ato da vida cristã, se não recebemos de Deus o vigor do Espírito Santo. Com certeza, meus irmãos, é nestas COISAS PEQUENAS que geralmente percebemos, acima de tudo, a nossa fraqueza. Pedro foi capaz de andar sobre a água, mas não pôde suportar a acusação de uma criada. Jó suportou a perda de todas as coisas, porém as palavras censuradoras de seus falsos amigos (embora fossem apenas palavras) fizeram-no falar mais amargamente do que todas as outras aflições juntas. Jonas disse que tinha razão em ficar irado, até à morte, A RESPEITO DE UMA PLANTA.

Você não tem ouvido, com certa freqüência, que homens poderosos, sobreviventes de muitas batalhas, foram mortos por um acidente trivial? John Newton disse: "A graça de Deus é tão necessária para criar no crente a atitude correta diante da quebra de uma louça valiosa como diante da morte de um parente querido". Estes pequenos vazamentos precisam dos mais cuidadosos tampões. Nas coisas pequenas, bem como nas coisas grandes, o justo tem de viver pela fé!

Crente, você não é suficiente para nada! Sem a graça de Deus, não pode fazer coisa alguma. Nossa força é fraqueza - fraqueza até para as coisas pequenas; fraqueza para as situações fáceis, bem como para as complexas; fraqueza nas gotas de tristeza, como também nos oceanos de aflição. Aprenda bem o que nosso Senhor disse aos seus discípulos: "Sem mim nada podeis fazer" (João 15.5).

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Adoção (Filiação na Família de Deus)




1) Evidências Bíblicas da adoção;
2) O que a adoção não é;
3) Os privilégios da adoção;

INTRODUÇÃO

Uma das doutrinas mais grandiosas do evangelho e também uma das facilmente esquecidas é a de nossa relação com Deus. A bíblia nos diz que “fomos feitos filhos de Deus”, mas facilmente nos esquecemos que somos filhos, e desenvolve uma mentalidade de órfão. Uma das razões para este desvio são as experiências nos nossos relacionamentos e na história: Gente que já teve experiência de rejeição tende a desenvolver um sentimento de orfandade, e encontra dificuldade para se sentir amado.

J. I. Packer escreve: “É estranho que a verdade da adoção tenha sido pouco apreciada na história cristã”.

Lutero fala que, “se tão-somente soubéssemos que privilégio é [a adoção], todas as riquezas de todo os reinos do mundo não passariam de torpe lixo para nós”.

1) Evidências bíblicas da adoção.

A adoção comparada nos dois Testamentos;

Os puritanos acreditavam na metáfora da “adoção” e dos “filhos de Deus” são válidas para os crentes dos dois Testamentos, mas só no Novo Testamento o poder transformador da adoção vem à tona.

Os crentes da era do Velho Testamento também eram regenerados, estavam intimamente ligados a Cristo e foram adotados para se tornarem filhos de Deus. Os Crentes de todos os tempos eram filhos de Deus. “Eliú, que não era do povo de Israel, chama a Deus seu Pai”. (Jó 34.36).

Os crentes do Antigo Testamento eram “obrigados a sujeitar-se aos fracos e podres rudimentos do mundo, e, como filhos, a ocupar-se com as fúteis cerimônias da instituição mosaica, as quais eram, de certo modo, os brinquedos da Igreja”, sombras mediante sacrifícios e ofertas na terra de Canaã, sacrifícios e ofertas que serviam antes como um obscuro sinal da herança eterna.

Os crentes do Novo Testamento viviam uma superabundante graça e liberdade provindas de Deus e que o seu Irmão Maior tornou merecidas por eles, “Pois, depois que o nosso Irmão Maior, tendo assumido a natureza humana, tinha visitado este mundo inferior e Se submetera livremente a um estado de variada servidão por nós, apresentou-nos a verdadeira liberdade, João 8.36, removeu os tutores e cancelou a escrita das ordenanças, contraria a nós” Ele foi o sacrifício real (1 Pe 2.9).

Ele nos chama “diretamente para a herança espiritual e para boas coisas celestiais, e designa para nós um reino” (cf. Lc 22.29). Agora os crentes são “chamados eminente e enfaticamente filhos de Deus” (1 Jo 3.2), como Isaías tinha profetizado (Is 56.4,5), e o Espírito Santo testifica com os seus espíritos que é isso mesmo (Rm 8.15,16). Deus é conscientemente Seu Pai pessoal, e este nome, “Pai, passa a ser o nome de Deus em relação à nova aliança, representado a família pactual à qual Ele Se obriga em favor dos Seus filhos, de modo que agora eles têm liberdade para clamar, “Abba, Pai” (Gl 4.6).

Os quatros principais textos paulinos que tratam dos crentes como filhos de Deus (Ef 1.45; Gl 4.4-6; Rm 8.15,16; Rm 8.23).

Resumidamente: “Por amor o Pai predestinou eternamente todos os cristãos para este privilégio da adoção. O Pai enviou Seu próprio Filho, Jesus Cristo, ao mundo para nos redimir da maldição da lei transgredida, para que desfrutássemos esta privilegiada posição de filhos adotivos. Agora que estamos em Cristo, não temos o Espírito de escravidão , mas temos a certeza dada pelo Espírito Santo de somos filhos de Deus e de que podemos aproximar-nos dEle confiadamente . O mesmo Espírito Santo, que habita em nós, também dá gemidos antecipatórios em nossa alma [ansiando] pelo estado de ressurreição e glória, que é a meta que Deus designou para nós”

Outros textos bíblicos: Ef 1.5; Gl 4.4,5; Rm 8.17; Jo 1.12; 2 Co 6. 18; Rm 8.15; Gl 4.6; Sl 103.13; Hb 12.6; Hb 6.12; 1 Pe 1.3,4; Hb 1.14.

2) O que a adoção não é.

a) A adoção não é regeneração.

Trata-se de duas bênçãos distintas, embora todos nascidos de novo sejam adotados, e todos aqueles que são adotados é nascido de novo.

Dois problemas:

A adoção lida com a nossa posição. Somos por natureza “filhos da ira” (Ef 2.3) e “filhos do diabo” (1 João 3.10); nossa posição é de alienação e condenação. Devido à remoção do pecado e à obra meritória de Cristo pela obtenção do céu, toda a nossa posição muda, de modo que agora somos chamados filhos de Deus.

Se na adoção recebêssemos apenas o privilégio e a posição de filhos de Deus, algo estaria faltando. O Filho adotivo retém a natureza de seus pais biológicos; ele não assume a natureza de pai adotivo. Deus, na Sua maravilhosa graça, não somente nos dá a posição e o privilégio de sermos Seus filhos por adoção, mas também nos dá o Espírito de filiação como testemunha da nossa adoção, a qual habita em nós mediante a obra regeneradora realizada pelo Espírito. O Espírito Santo implanta em nós uma nova natureza.

A regeneração lida, então, com a nossa natureza, com estes nossos corações pecaminosos que bebem iniqüidade como água. Deus muda as nossas personalidades amantes do pecado mediante o novo nascimento.

Noutras palavras, depois de mudar a nossa posição e de nos adotar inserindo-nos em Sua família como seus Filhos, Deus não mais nos permite que nos portemos como filhos do diabo, Ele nos dá a natureza semelhante que condizem com a nossa filiação.

Deus fez o que nenhum pai ou mãe humanos podem fazer quando adotam uma criança – mudar a personalidade e a natureza da criança que adotaram de modo que sejam semelhantes às deles. Mas Deus, na regeneração, permitiu que Seus filhos, nascidos de novo, se tornassem participantes da Sua natureza santa e amorosa, como seu Pai celestial.

• A regeneração nos une a Cristo; a adoção faz com que o Espírito habite em nossos corações.
• A regeneração é obra renovadora do Espírito; a adoção é obra habitadora do Espírito. Na regeneração, o Espírito edifica a casa para Si mesmo; na adoção Ele habita na casa.
• A regeneração não é condicionada pela fé; a adoção é. (Explicar a que estávamos mortos e Deus nos vivificou texto Ef 2.1-10).
• A regeneração nos torna filhos de Deus pela transmissão do princípio da nova vida (1 Pe 1.23); a adoção nos mantém como filhos de Deus conferindo-nos o poder da nova vida (Jo 1.12).
• A regeneração nos torna participantes da natureza divina; a adoção nos torna participante das afeições divina.
• A regeneração afeta a nossa natureza; a adoção, as nossas relações.

b) Adoção não é justificação.

A justificação é a benção primária e fundamental do evangelho; satisfaz a nossa necessidade espiritual mais básica – perdão e reconciliação com Deus. Não poderíamos ser adotados sem ela. Entretanto, a adoção é uma benção mais rica, porque nos leva da sala do tribunal para o seio da família. “Concebe-se a justificação em termos da lei, a adoção, em termos do amor. A justificação vê Deus como juiz, a adoção, como um pai” Quando um pecador crêem, Deus os torna plenamente Seus filhos, e como tais permanecem. A justificação os declara justos – num momento! Eles vão a Deus como pecadores e desnudos e Lhe pedem que perdoe seus pecados, e Ele responde muito mais abundantemente, além de tudo o que eles possam pedir ou pensar (Ef 3.20). Num momento Deus muda a posição deles para sempre. Eles passam a ser filhos, filhos e herdeiros de Deus, co-herdeiros com Cristo.

A bíblia distingue claramente a justificação e a adoção em Rm 8.14ss., Ef 1.5 e noutros lugares. As Escrituras deixam claro que um a coisa é ser julgado justo, e outra é ser colocado entre os filhos de Deus “uma coisa é Deus nos aceitar como Juiz, outra, aceitar-nos como Pai”. A justificação envolve uma relação legal; a adoção, uma relação pessoal. Ex: O fato de um juiz pronunciar o veredicto de “não culpado” não o compromete a levar o acusado para sua casa e conceder-lhe todos privilégios de filho”.

c) A adoção não é santificação.

A santificação é a simples prática experimental da adoção e da filiação (Jo 1.12; Rm 8.17). É o cultivo das características familiares. Trata-se simplesmente do filho de Deus ter os sinais característicos; fiel ao seu Pai, ao seu Salvador e a si próprio. O Espírito Santo o habilita a romper cada vez mais os traços e laços da antiga vida familiar, e , sob o amor de nosso Pai, a sujeitar-se voluntariamente às disciplinas e à autoridade que Ele exerce para o bem de Seus filhos.

3) Os privilégios da adoção.

Privilégios, liberdades, benefícios, bênçãos ou direitos da adoção, do que qualquer outro aspecto da adoção.

• O nosso Pai nos corta da família a que pertencemos por natureza em adão co mo filhos da ira e do diabo, e nos enxerta em Sua família para fazer-nos membros da família pactual de Deus.
• Nosso Pai nos dá a liberdade de dirigir-nos a Ele pelo Seu nome de Pai, e nós dá um novo nome que serve como garantia da admissão na casa de Deus como filhos e filhas de Deus (Ap 2.17; 3.12).
• Nosso Pai nos presenteia com o Espírito de adoção, ilumina nossa mente, santifica o nosso coração, dá-nos a conhecer a sabedoria e a vontade de Deus, guia-nos à vida eterna, sim, realiza a obra completa da salvação em nós e a sela em nós para o dia da redenção (Ef 4.30).
• Nosso Pai nos outorga semelhantes com Ele e com Seu Filho. O Pai infunde em Seus filhos um coração e uma disposição filial semelhantes aos dEles próprios.
• Especialmente, o nosso Pai fortalece a nossa fé por meio das Suas dádivas de promessas e da oração.
• Nosso Pai nos corrige e nos disciplina, visando à nossa santificação, pois corrige os filhos que ama (Hb 12.6). Owen cita que: “toda repreensão e toda ferida só acrescenta peso à sua coroa”. 1 Co 11.32 nos ensina que “somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”.
• Nosso Pai nos consola com Seu amor e piedade. Is 49.15. • Nosso Pai provê tudo de que necessitamos como Seus filhos, física e espiritualmente (Sl 34.10, Mt 6.31-33).

Fonte: Beeke J. R. Herdeiros com Cristo: Os puritanos sobre a Adoção. São Paulo: PES, 2008. p. 168. Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Pecado Sexual


Afastem as mãos desse mouse rapazes e moças, e o mundo se abrirá a vocês "Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário" Sl 51.12.
Eu não tenho nada contra fazermos de tudo para rodear homens e mulheres com proteção contra pecados sexuais até acho uma boa idéia, mas não é o ponto principal se for assim que você continuamente luta, você nunca chegará a raiz do problema, a raiz do problema é este, coração renovado esta alegria e felicidade da nossa salvação que nos manterá acessos espiritualmente. "torna a dar-me a alegria da vossa salvação" Sl 51.12, por que quando essa ALEGRIA DESAPARECE, EU CLICO EM PORNOGRAFIA, quando essa ALEGRIA DESAPARECE, EU COMEÇO A VAGAR PELO BAIRRO, quando essa ALEGRIA DESAPARECE, EU DOU EM CIMA DE OUTRA MULHER, quando essa ALEGRIA DESAPARECE CONTINUAMENTE CADA PECADO É UM SINTOMA DA AUSÊNCIA DESTA ALEGRIA!
O que seu coração diz sobre Cristo? Tarde da noite, sozinho, de frente ao computador, mouse pronto para clicar, o que seu coração diz sobre Cristo em relação à pornografia?
"PORQUANTO DEUS NÃO NOS CHAMOU PARA A IMPUREZA, E SIM, EM SANTIFICAÇÃO. PORTANTO, QUEM REJEITA ESTAS COISAS NÃO REJEITA O HOMEM, E SIM, A DEUS..." (1Ts 4.7-8). Eu oro, para que tu venhas à esta reunião realizar uma obra que dure até o fim dos tempos, até o fim do mundo, em nome de Jesus, Amém.
Milhares se afastam do sonho que uma vez sonharam de causar impacto mundial por causa dos pecados sexuais em suas vidas e fracassos sexuais em seus passados, milhares que tiveram um sonho de serem radicalmente sigificativos no mundo, fazendo alguma coisa entregando suas vidas sacrificando qualquer coisa para propagar o renome de JESUS CRISTO pelas cidades, pelas nações, pelos campi, e então... Você perdeu esse sonho! E uma das grandes razões desse sonho esta se perdendo é que há tanta culpa no sentido de indignidade por causa do fracasso sexual que a culpa, e a indignidade finalmente transformaram-se uma sensação incômoda de impotência espiritual culminando no beco sem saída, no sonho sem saída de segurança confortável e estável da classe média brasileira, a grande tragédia da vida dos jovens cristãos não é masturbação, não é a fornicação não e ser alguém que gosta de "espiar" ou "curiar" na internet, A TRAGÉDIA É QUE SATANÁS USA A CULPA DE TODAS ESSAS FALHAS PARA ARRANCAR VOCÊ DAQUELE SEU SONHO RADICAL E COLOCAR NO LUGAR UMA VIDA ALEGRE, FORA DE PERIGOS, COM SEGURANÇA DA CLASSE MÉDIA BRASILEIRA CHEIA DE PRAZERES SUPERFICIAIS PARA QUE VOCÊ UM DIA MORRA NA SUA CADEIRA DE BALANÇO À BEIRA DE UM LAGO ENRRUGADO E IMPRESTAVEL E DEIXANDO UMA GRANDE E GORDA HERANÇA PARA SEUS FILHOS DE MEIA IDADE PARA CONFORMÁ-LOS EM SEUS MUNDANISMO isso é o que ele quer lhe vender por que você falhou tanto e a única alternativa é esta no lugar do que você certa vez sonhou de Cristo e seu Reino eu não vim aqui para desperdiçar seu tempo ou o meu tempo, eu vim aqui com uma paixão para que você não desperdice sua vida, nosso povo está dominado pela tentação sexual porquê? Por que nossas almas se reduziram ao tamanho da tela de um computador ou um programa de TV, você pode imaginar? Embeberbar-se de novelas ou seriados horas a fio e então ir para uma igreja onde não se da mínima atenção para a doutrina e a teologia e imaginar que terá qualquer fibra na árvore da sua fé? Você só vai tombar é isso que vai acontecer! Então encontre a Igreja certa, e LEIA A BÍBLIA e lei os livros certos de teologia com paixão por Jesus, só assim sua árvore terá uma raiz profunda e dará frutos bons.
Por: John Piper
Adaptação: Isaias Soares Salvador Dias
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vítimas das enchentes!




E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. (Jó 1.21).
A única coisa no momento que devemos fazer é orar para que Deus os conforte, sem mais palavras...
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