sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Mais uma reflexão...

John Piper fez uma reflexão sobre 1 Co. 10.31 em relação ao Jejum:

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus." 1 Coríntios 10:31

Se eu como para a glória de Deus, se eu jejuo para a glória de Deus, qual a diferença entre comer e jejuar?

Ele respondeu:

Quando eu me alimento, eu me alimento do símbolo do pão do céu, por que o pão da terra é símbolo do pão do céu, mas quando eu jejuo, eu não me alimento do símbolo, eu me alimento do próprio pão do céu, eu me alimento de Jesus Cristo!
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domingo, 30 de setembro de 2012

Apenas reflexões...



Mentor de Calvino e principal reformador em Estrasburgo, Martinho Bucer, lamentou:
 
"Hoje em dia, ninguém quer aprender a não ser o que dá dinheiro. Todo mundo corre atrás das profissões e ocupações que dão menos trabalho e trazem maior lucro, sem se preocupar com o próximo ou com a reputação de honestidade e bem. O estudo das artes e das ciências está sendo deixado de lado em favor dos tipos mais baixos de trabalhos manuais... Todas as boas mentes que receberam de Deus a capacidade para estudos mais nobres, estão sendo ocupados com o comércio.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Será que a doutrina da soberania de Deus pode ser considerada "horrível" e "perigosa"?



Temos aqui, por conseguinte, a refutação daquela maldosa acusação de que a doutrina da soberania divina é uma horrível calúnia contra Deus e perigosa demais para ser ensinada a seu povo. Pode ser “horrível” e “perigosa” uma doutrina que dá a Deus o seu verdadeiro lugar, que mantém os seus direitos, que exalta sua graça, que atribui a Ele toda a glória e que remove da criatura todos os motivos de jactância? Pode ser “horrível” e “perigosa” uma doutrina que oferece aos santos um senso de profunda segurança ante o perigo, que lhes outorga consolação nas tristezas, que neles desenvolve a paciência, diante da adversidade, e que os estimula a levantar louvores aos céus, em todas as oportunidades? Pode ser “horrível” e “perigosa”, uma doutrina que nos assegura da certeza do triunfo final do bem sobre o mal e que nos oferece um descanso seguro para o coração, descanso esse que decorre das perfeições do próprio Soberano? Não, mil vezes não. Longe de ser “horrível” e “perigosa”, essa doutrina da soberania de Deus é gloriosa e edificante. Apreendê-la devidamente é algo que forçosamente nos levará a exclamar, juntamente com Moisés: “Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?” (Êx 15.11).


Pink, A. W. Deus é soberano. São Paulo: Fiel, 2º Ed. 2011. p. 172,173.


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terça-feira, 25 de setembro de 2012

A soberania de Deus confere um senso de absoluta segurança

 
Deus é infinito em poder, e, portanto, é impossível alguém opor-se à sua vontade ou resistir ao cumprimento de seus decretos. Tal afirmação deixa o pecador alarmado. Mas do santo evoca somente louvores. Acrescentemos uma palavra e veremos a diferença que isso faz: Meu Deus é infinito em poder! Portanto, “Não temerei. Que me poderá fazer o homem?” (Sl 118.6). Meu Deus é infinito em poder; portanto, “em me vindo o temor, hei de confiar em ti” (Sl 56.3). Meu Deus é infinito em poder; portanto, “em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro” (Sl 4.8). Através dos tempos, essa tem sido a fonte da confiança dos santos. Não foi essa a segurança de Moisés quando, em suas palavras de despedida ao povo de Israel, disse: “Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para tua ajuda e com sua alteza sobre as nuvens. O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo de ti estende os braços eternos” (Dt 33.26,27)? Não foi esse senso de segurança que levou o salmista a escrever, movido pelo Espírito Santo: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu em quem confio. Pois ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Cobrir-te-á com as suas penas, sob suas asas estarás seguro: a sua verdade é pavês e escudo. Não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia, nem da peste que se propaga nas trevas, nem da mortandade que se assola ao meio-dia. Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido... Pois disseste: O Senhor é meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada. Nenhum mal te sucederá [pelo contrário, todas as coisas cooperam para o bem], praga nenhuma chegará à tua tenda” (Sl 91.1-7,9-10)?

Peste e mortes voam ao meu redor;
 Se Ele não quiser, não morrerei;
Flecha nenhuma me poderá tocar,
Enquanto não o queira o Deus de amor
(John Ryland)
  
Quão preciosa é essa verdade! Aqui estou eu, uma “ovelha” pobre, insensata, desamparada. Todavia, estou seguro na mão de Cristo. Mas, por que estou seguro na mão dEle? Ninguém pode me tirar dali, porque a mão que me segura é a do Filho de Deus, e a Ele pertence todo poder no céu e na terra! De igual modo, não tenho forças em mim mesmo; o mundo, a carne e o diabo estão formados em batalha contra mim. Por isso me entrego aos cuidados do Senhor, dizendo como o apóstolo: “Sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2 Tm 1.12). E qual é a base da minha confiança? Como sei que Deus é poderoso para guardar aquilo que lhe entreguei em depósito? Eu o sei, porque Deus é Todo-Poderoso, Rei dos reis e Senhor dos Senhores.

Pink, A. W. Deus é soberano. São Paulo: Fiel, 2º Ed. 2011. p. 164,165.


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terça-feira, 11 de setembro de 2012

A harmonia das Escrituras e a soberania de Deus



O supremo exemplo de como Deus exerce uma influência controladora e orientadora sobre os ímpios é a cruz de Cristo, com todas as circunstâncias a ela vinculadas. Se houve uma ocasião na qual a providência se evidenciou, foi no evento da cruz. Desde toda eternidade Deus predestinara cada detalhe desse supremo acontecimento. Nada foi deixado ao acaso ou ao capricho humano. Deus decreta onde, quando e como o seu bendito Filho morreria. Muitas coisas que Deus determinara com respeito à crucificação tinham sido anunciadas por meio dos profetas do Antigo Testamento; de modo que, no cumprimento exato e literal dessas profecias temos uma prova clara, uma demonstração plena, da influência controladora e orientadora que Deus exerce sobre os ímpios. Nada acontece fora daquilo que Deus ordenara, e tudo quanto o Senhor ordenara aconteceu exatamente conforme Ele mesmo propusera. Fora decretado (e revelado nas Escrituras) que o Salvador seria traído por um de seus próprios discípulos – por seu “amigo íntimo” (Sl 41.9; comparar com Mateus 26.50)? Sim; e Judas foi o discípulo que O vendeu. Fora decretado que o traidor receberia trinta moedas de prata por sua horrenda perfídia? Sim; e os sumos sacerdotes foram constrangidos a oferecer-lhe exatamente essa soma. Fora decretado que o dinheiro da traição seria empregado na compra do campo do oleiro? Sim; e a mão de Deus dirigiu Judas de tal modo que devolveu o dinheiro aos sacerdotes, e Deus guiou os sacerdotes para que decidissem fazer exatamente isso (Mt 27.7). Fora decretado que se levantassem “iníquas testemunhas” contra Cristo (Sl 35.11)? Pois bem, foram achados indivíduos dessa natureza. Fora decretado que o Senhor da glória seria açoitado e que Lhe cuspiriam no rosto (Is 50.6)? Ora, não faltaram aqueles que vilmente se prestaram a isso. Fora decretado que o Salvador seria “contado com os transgressores”? Pilatos, sem perceber que estava sendo dirigido por Deus, ordenou sua crucificação juntamente com os dois ladrões. Fora decretado que vinagre e fel Lhe seriam oferecidos, enquanto Ele pendia na cruz? Esse decreto divino foi literalmente cumprido. Fora decretado que soldados cruéis lançariam sortes suas vestes? Então, foi justamente isso que fizeram. Fora decretado que nenhum de seus ossos seria quebrado (Êx 12.46 e Nm 9.12)? Pois bem, a mão orientadora de Deus, permitiu que os soldados romanos quebrassem as pernas dos ladrões, impediu-os de fazer o mesmo com nosso Senhor. Ah! Não foram suficientes os soldados de todas as legiões romanos, não foram suficientes todos os demônios de todas as hierarquias de Satanás, para quebrar um único osso do corpo de Cristo. E por que não? Porque o Soberano onipotente tinha decretado que nenhum de seus ossos seria quebrado. Precisamos demorar-nos ainda mais neste parágrafo? No que se refere à crucificação, o cumprimento acurado e literal de tudo que as Escrituras predisseram, não demostra, sem qualquer controvérsia, que um poder onipotente estava dirigindo e supervisionando tudo quanto foi feito naquele dia?
 
Pink, A. W. Deus é soberano. São Paulo: Fiel, 2º Ed. 2011. p. 98,99


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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A graça restauradora de Deus - D. M. Lloyd Jones




Assim é a graça restauradora de Deus. Ele dá recuperação à alma, conforme o Seu maravilhoso amor e a Sua admirável bondade. Podemos resumir assim a doutrina. Na vida cristã nada é fortuito; nada acontece ou se passa por acaso. Haverá alguma coisa mais consoladora, mas maravilhosa do que saber que estamos nas mãos de Deus? Ele controla todas as coisas. Ele é o Senhor Deus Todo-poderoso, o Senhor do universo, que faz todas as coisas de acordo com o conselho da Sua vontade eterna. Ele derramou Seu amor sobre você; portanto, nada pode feri-lo. “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.” Ele não permitirá que você se perca. Pode acontecer que você caia profundamente em pecado e que se extravie para longe, mas não ficará prostrado definitivamente; Ele o segurará, impedindo-lhe a queda final. Ele sempre o traz de volta. “Ele restaura a minha alma”, diz o salmista. E depois de restaurar-lhe a alma, Ele o conduzirá a “pastos verdejantes” e “para junto das águas de descanso”. E Ele o tratará de maneira tão maravilhosa que você achará difícil crer que fosse possível chegar a fazer o que fez. Ó graça restauradora de Deus!


Não é a nossa ignorância o nosso maior problema? Falamos tantos das decisões e do que fazemos! Precisamos aprender a pensar desta outra maneira e a enxergar que é Deus quem faz isso tudo. Você nunca decidiu por Cristo; foi Ele que lançou mão de você e, para empregar a expressão de Paulo, prendeu-o (ver Filipenses 3:12). Por isso você decidiu-se. Vá além da sua decisão. Que é que levou a decidir-se? Volte ao princípio, à graça de Deus. Tudo é Sua graça e, se não fosse, ainda quando você se decidisse por Cristo, bem depressa se decidiria por outra coisa, cairia, e se iria de uma vez. Mas você não pode cair da graça de Deus. Em seu turvo intelecto e em seu confuso pensamento pode, não, porém de fato. Ó a graça salvadora de Deus! Mas depois precisamos ser restringidos e, quando cairmos, precisaremos ser restaurados. E Ele faz isso tudo! É preciso entender que “Deus é o que opera em vós”, do princípio ao fim. Graças a Deus por Sua graça admirável – graça salvadora, restringente, maravilhosa graça salvadora! “Todavia ainda estou contigo.” É quase incrível, mas é verdade. “Ainda estou contigo.”



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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A Incapacidade da Vontade Humana - Arthur W. Pink




Está na esfera da vontade humana a capacidade de aceitar ou rejeitar o Senhor Jesus como Salvador? Visto que o evangelho é anunciado ao pecador e que o Espírito Santo o convence de sua condição de perdido, está no poder de sua própria vontade resistir ou render-se a Deus? As respostas destas perguntas definem nossa opinião a respeito da depravação do homem.

Todos os crentes concordam com o fato de que o homem é uma criatura caída. Mas, freqüentemente, é muito difícil determinar o que eles querem dizer ao utilizarem o vocábulo “caído”. A impressão geral parece ser esta: o homem não está mais na mesma condição em que saiu das mãos do Criador; ele está sujeito a enfermidades e herdou tendências perversas; mas, se empregar ao máximo as suas habilidades, o homem será, de alguma maneira, capaz de desfrutar o máximo da felicidade.

Oh! quão distante isso está da terrível verdade! Enfermidades, doenças e a morte física são apenas ninharias em comparação com os resultados morais e espirituais da Queda! Somente quando examinamos as Escrituras Sagradas, podemos obter alguma idéia correta a respeito da extensão dessa terrível calamidade. Quando dizemos que o homem é totalmente depravado, estamos afirmando que a entrada do pecado na constituição humana afetou todas as partes e todas as faculdades do homem. A depravação total significa que o homem, em seu corpo, alma e espírito, é escravo do pecado e servo de Satanás — está andando de acordo com “o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2.2).

Não precisamos argumentar em favor desta verdade; é um fato comum da experiência dos homens. O homem é incapaz de atingir suas próprias aspirações e concretizar seus próprios ideais. Ele não pode fazer as coisas que gostaria de fazer. Existe uma incapacidade moral que o paralisa. Esta é uma prova de que ele não é um ser livre e que, ao contrário disso, é um escravo do pecado e de Satanás. “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos” (Jo 8.44).

O pecado é muito mais do que uma atitude ou uma série de atitudes; é a constituição do próprio homem. O pecado cega o entendimento, corrompe o coração e separa o homem de Deus. E a vontade do homem não escapou dos efeitos do pecado. A vontade está sob o domínio do pecado e de Satanás. Portanto, a vontade não é livre. Em resumo, as afeições amam e a vontade escolhe de acordo com o estado do coração; e, visto que este é enganoso e desesperadamente corrupto, mais do que todas as coisas, “não há quem entenda, não há quem busque a Deus” (Rm 3.11).


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